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"O sucesso não é um destino. É o resultado de um padrão de comportamentos habituais." - Mike Dillard

Mike Dillard comigo, Rui Gabriel, em Austin

Mike Dillard ("O Pai do Marketing de Atração") comigo em Austin, Texas

Quando inicias uma nova actividade, ou aprendizagem, estás num estado de máximo stress e poucos resultados.

 

Lembras-te quando começaste a andar de bicicleta? Eu lembro-me. Excitação e medo de cair, super foco nos pedais, depois na roda da frente, depois na estrada dois metros à frente. Tensão nervosa, tensão muscular, adrenalina nos píncaros. Depois foste ultrapassando as dificuldades e com o treino, hoje montas na bicicleta e nem pensas duas vezes: stress mínimo - máximos resultados.

Se pensares acerca do teu processo de aprendizagem quando tiraste a carta de condução aconteceu o mesmo, e o mesmo sucedeu com todas as coisas que se tornaram para ti um hábito: um novo emprego, um novo curso, novos amigos, nova escola, nova casa, novo patrão, novos relacionamentos: começam com máximo stress e mínimo resultado, e, depois de ganho o hábito, mínimo stress e máximo resultado.

Expandiste a tua zona de conforto. Evoluíste.

É bastante óbvio, pelo menos no meu ponto de vista, que quem não faz nada de desconfortável, que traga excitação, algum risco e bastante stress não irá nunca progredir. A própria definição de progressão implica deslocamento, uma mudança para situações novas, aprendizagem e risco.

Por isso os hábitos são tão importantes: colocam em piloto automático as coisas velhas, para que te possas focar na aprendizagem de coisas novas. Os hábitos são como degraus: constróis um e, de cima dele, fazes outro e depois outro e outro, até teres construído toda a escadaria e teres subido até ao topo do edifício.

Há só mais uma coisinha importante que eu quero dizer acerca deste mecanismo espectacular dos hábitos: por definição um hábito é algo que repetes periodicamente sem teres de pensar muito sobre isso, assim, em piloto automático.

Mas uma coisa que talvez não tenhas reparado é que há uns que te servem e outros que te exploram.

  • Os que te exploram sugam-te o ânimo e sabotam o teu progresso.
  • Os que te servem criam-te resistência à incerteza e ao medo e fazem de ti uma pessoa melhor.

Acho que o segredo do sucesso, para completar o que disse o Mike Dillard, é a habilidade de substituir os teus hábitos negativos por outros positivos, sobre os quais possas edificar o teu futuro.

  • Não deixes de fumar, substitui esse hábito por exercício físico, por exemplo.
  • Não deixes de comer aos serões, troca somente os aperitivos por palitos de cenoura, ou aipo.
  • Não precisas de deixar de beber, troca somente o líquido que tens no copo.
  • Não precisas de deixar de reagir, mas em vez de reagires com impaciência, reage com compreensão.
  • Não precisas de deixar de ver televisão mas começa a ver programas que te melhorem.

Acho que apanhaste ideia. Apanhaste? Ok.

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"Deixe de se preocupar com os problemas e passe a cuidar deles."

Eu penso que sou capaz de passar 1/3 da vida tentando evitar problemas e os outros 2/3 a lidar com os problemas que derivam desta minha tentativa de os evitar.

Penso que poucas pessoas gostam de ter problemas. Por definição um problema é algo negativo, que não queremos e que nos causa desconforto.

Portanto há que os evitar a todo o custo, certo? Errado.

Tu estás metido em problemas quando foges dos problemas. Evitá-los, adiar as soluções, fugir deles, fazer de conta que não existem, são tudo formas de pseudo autodefesa que te levam direitinho ao fracasso. Eu compreendo que, por vezes, a quantidade é tão grande e o seu peso sobre ti é tão avassalador que o teu instinto de sobrevivência te isola e deixas correr, sem querer saber sequer o que irá acontecer. Mas deixa que te diga, não fiques aí muito tempo porque um problema por resolver tem a tendência de se transformar num monstro que dominará a tua vida.

Enche o peito de ar e, mesmo que seja tão desagradável como chupar um prego ferrugento, enfrenta as situações. Por muito complicadas que sejam há sempre uma ponta solta, fácil de resolver, pela qual podes começar a desenrolar o novelo.

As pessoas de sucesso aprendem a apreciar os problemas. Chamam-lhes desafios e têm um radar que os detecta. Quando acham um interessante, correm para ele e iniciam um jogo de esconde-esconde, de toca-e-foge até que o tenham dominado. Eu, pessoalmente, não sou assim, por natureza prefiro quanto menos problemas melhor, mas estou a tratar de mudar isso.

Começa por encarar um problema como se fosse um filho doente, tem uma gripe desgraçada e tu, mesmo preferindo que ele estivesse de boa saúde, ama-lo da mesma maneira. Não foges dele, cuidas dele. Não o evitas, ficas à cabeceira, dás-lhe mimos e carícias, enquanto sabes que estás a tratar do assunto e que ele em breve estará de novo lá fora a jogar à bola.

Quando conseguires amar assim os problemas, eles perdem o seu poder e vais verificar que uma coisa é fugir, outra é enfrentar e outra, muito mais poderosa, é amar. Como fazes com um filho doente.

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Hoje vou falar acerca da autoridade.

É uma coisa interessante porque, quando se começa um negócio, no início, poucas são as pessoas que pensam que têm autoridade de falar de alguma coisa, ou para guiar as pessoas a serem líderes.

Quero dizer-te uma coisa muito importante: a autoridade não vem da tua história.

A minha autoridade não vem dos meus resultados, a minha autoridade vem da minha visão.

Quando entendi isto, esta ideia revolucionou a minha forma de estar e de pensar. Porque, quando percebi isto, realmente não tinha grandes resultados, ganhava algum dinheiro mas nada de especial, e vivia com dificuldades. Mas percebi que a minha autoridade, no meu mercado, não vinha desses resultados, vinha da minha visão. Ou seja, vinha do meu processo.

Eu estou a viver um determinado processo, eu sei o que estou a fazer, estou a conseguir atingir algumas metas que me estão a levar numa certa direção, e aquela direção eu sei qual é, e aquele objetivo eu sei qual é. Esta é a visão.

"Diz-me com quem viajas e eu digo-te onde chegarás." - Beppe Carrella

Ao longo da tua vida acabas por associar-te com todo o tipo de pessoas. Com algumas interagiste uma vez só, quando deram um encontrão acidental no autocarro, outras encontras com regularidade mas nem sabes os seus nomes, com outras trocas una bons-dias e boas-tardes, outras passam contigo algumas horas diárias no trabalho, outras no lazer ou no desporto. Depois tens aquelas com quem passas o teu tempo de qualidade.

O tempo de qualidade é aquele tempo em que cimentas uma relação. Não importa se são duas horas ou 15 minutos, importa é o que acontece nesse tempo: brincas, conversas, exploras, conheces, partilhas, trabalhas, pedes ajuda, dás ajuda, cuidas, deixas-te cuidar. Há uma envolvente emocional nessas actividades que te colam com essas pessoas. Este é o tempo de qualidade.

Há algum tempo atrás vi um programa de televisão que falava dos diferentes tipo de células que temos no organismo e de como as células-mães, indeterminadas, têm a capacidade de te tornarem em qualquer outro tipo. Por exemplo uma célula-mãe pode tornar-se uma célula pulmonar ou uma célula da pele, ou do fígado ou do estômago, dependendo de determinados estímulos previamente programados no seu código genético.

Numa determinada altura falaram de células cardíacas. Uma coisa muito interessante é que uma célula do coração, sozinha numa placa de vidro no laboratório, comprime-se e expande-se, bate exactamente como um coração inteiro. Outra coisa mais interessante ainda é que duas células, em locais diferentes batem cada uma ao seu ritmo, mas quando as juntam e elas se tocam, acertam o batimento uma pela outra e passado um segundo estão a bater em sincronia.

Esta parece ser uma lei da natureza: a sincronia.

Noutro dia li um artigo acerca deste assunto que dava o exemplo de um convento de freiras, em que todas tinham o período menstrual nos mesmos dias. Aparentemente esta sincronização acontece quando várias mulheres vivem juntas.

Mas o mesmo acontece no teu dia-a-dia. Se tu estiveres a falar com alguém e aumentares o teu tom de voz, essa pessoa passado algum tempo faz o mesmo, se aumentares a velocidade da fala, essa pessoa aumenta a velocidade da fala. Se alguém gritar contigo a tua tendência é gritar com essa pessoa, se alguém falar contigo a sussurrar tu sussurras. Se estiveres entusiasmado entusiasmas quem está à tua volta, se estás deprimido deprimes.

Estas são só pequenas evidências de uma verdade mais profunda: nós somos células cardíacas. Batemos em sincronia com quem passamos o nosso tempo de qualidade. Por isso, verifica bem com quem passas este tempo, aquele que interfere com a tua visão do mundo, os teus valores, a tua capacidade de tomar decisões.

Se vives num ambiente de medo, terás medo, se convives com pessoas positivas e entusiasmadas, serás positivo e entusiasmado, se passas tempo de qualidade com pessoas criativas, serás criativo, se essas pessoas forem inactivas e lerdas, serás também inactivo e lerdo.

Não quero dizer para deixares de passar tempo com as pessoas que amas, mesmo que elas te influenciem negativamente, não, mas acho que não seria má ideia limitar a quantidade e a qualidade desse tempo, e ao mesmo tempo compensar com contactos positivos, activos, dinâmicos, determinados, e com objectivos, não vás tu também bater sincronizado com o fracasso e com a negatividade.

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"Se vês uma oportunidade é porque estás preparado para ela."

Há uns tempos dei uma conferência para umas centenas de pessoas, online, com o título A Pirâmide Multinível: as 4 competências básicas para se ter sucesso em marketing de rede. Nos dias seguintes, muitos conhecidos e alguns desconhecidos enviaram emails e mensagens de agradecimento porque tinham aprendido muitas coisas e estavam a colocar em prática com resultados.

Por essa altura encontrei na rua um amigo de longa data. Cumprimentámo-nos e ele disse que tinha estado na conferência e que eu até falava bem, mas não tinha dito nada de novo, nada que ele já não soubesse.

Quando lhe perguntei:

-"De tudo o que disse e que tu já conheces, o que é que tu fazes que te dá maiores resultados?"

Ele respondeu:

- "Nada, eu não faço nada disso".

A conferência de 95 minutos, tinha-lhe passado completamente ao lado. Ele nem era capaz de repetir uma única ideia relevante!

Lembro-me de ouvir o reverendo Michael Beckwith, que aparece em "O Segredo" dizer que "o Universo corresponde com a natureza da tua canção".

Existe um canal aberto entre ti e o mundo. Entre a tua mente, o teu foco, os teus pensamentos, preocupações e ansiedades, projectos e perspectivas e  tudo o que te rodeia.

Tens a tendência para identificar e assimilar padrões de comportamento e de ideias que ressoem contigo, que, por sua vez, te fazem ressoar com eles. É por isso que...

  • Se estás focado no teu negócio, tudo ao teu redor é lido nessa perspectiva.
  • Se te focas na saúde, tudo o que vês é pessoas a comer bem ou a comprar porcarias.
  • Se o teu foco for o peso, vês magros e gordos,
  • Se for a roupa, vês bem-vestidos e malvestidos,
  • Se forem carros, vês carrões e chassos,
  • Se for a espiritualidade vês igrejas,
  • Se for a cultura vês livrarias, bibliotecas e museus.

Há dois dias, enquanto levava a minha filha mais nova para a escola, ela estava a fazer uma brincadeira descrevendo o caminho para a escola e ia dizendo os locais por onde passávamos:

- Estamos a passar ao lado do sinal de trânsito castanho, agora ao lado da casa com musgo no telhado, agora pela casa dos doces, agora pelo saltinho da estrada.

Eu estava a tentar entender a descrição. Se ela me desse essas indicações sem que eu conhecesse o caminho, eu nunca daria com a escola. Mas de facto, o sinal de trânsito castanho é um sinal de perigo, perto de uma pedreira, mas está tão ferrugento que é mesmo castanho. A casa com musgo no telhado é uma casa abandonada na qual a última coisa que eu repararia era no musgo, tal era o estado de degradação da casa. A casa dos doces era um café. Para mim era um café: é lá que eu tomo café, para ela era a casa dos doces porque é lá que ela come um chupa-chupa quando lá vamos. O saltinho da estrada é uma passagem de peões com um desnível elevado.

Se já era claro para mim que nós vemo-nos a nós mesmos no mundo, terminaram as dúvidas. Nós vemos as coisas, não como elas são, mas como nós somos.

Por isso posso dizer-te sem grande medo de errar: se viste uma oportunidade agarra-a porque estás pronto para ela. Se não estivesses pronto e preparado terias visto outra coisa qualquer.

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